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Puerto de Canfranc Square

Location: Madrid, Spain
Year: 2017
Status: Competition

“El establecer la necesidad de una intervención consciente, de una valorización ética, de una organización ordenada y de unos planteamientos estéticos deliberados que tengan en consideración todos y cada uno de los aspectos del entorno”.  Lewis Mumford, 1992

O projecto da Plaza de Puerto Canfranc surge da necessidade de entender o espacio público como elemento de cohesión social e determinante na identidad urbana do districto de Puente de Vallecas e do seu bairro de Numancia. Nesta proposta, o espaço público assume-se como elemento principal no bairro: uma extensão da “sala de estar” onde as pessoas possam encontrar-se, conversar, jogar, brincar e assistir a eventos culturais e a pequenos mercados de rua. O desenho confere à praça um ponto de descompressão do tecido construído existente, criando uma “bolha de ar”, com desafogo visual e com uma separação entre funções de socialização, culturais e áreas de prática desportiva através do desenho do pavimento. As cores das fachadas dos edifícios têm uma continuidade na horizontalidade da praça, criando ao mesmo tempo uma rede de percursos e um dialogo constante com a envolvente colocando o utilizador numa experiência sensorial completa do lugar. A praça foi interpretada não apenas como um elemento pontual, mas sim, como um espaço de tensão alargada da envolvente, articulando e valorizando a calle comercial de Puerto Canfranc e criando um dialogo de síntese entre a morfologia urbana e social, as fachadas dos edifícios e as arvores que marcam a sua paisagem e pontuam as dinâmicas informais das pessoas que por ai passam e vivem contribuindo para a sua apropriação. A funcionalidade da proposta assenta no princípio de interconectividade, conseguida pela criação de um grande eixo estruturante que transforma las calles de Sierra Toledana e de Puerto Canfranc num único percurso para os peões, bicicletas e utilizadores dos transportes colectivos. A posição de centralidade que a praça ocupa ao longo do eixo estruturante, confere-lhe o valor de ponto de chegada e de partida reforçando o seu caracter de “sala de estar” e “espaço de atravessamento”. Ao atravessar a praça, o eixo torna-se parte do espaço público definindo uma suave curva que demarca o limite entre a área para o desporto e o espaço de convívio e a grande figura circular, ponto de recreação social, onde as pessoas podem apropriar-se de forma livre do banco esculpido em dialogo com a antiga arvore constituindo-se elementos icónicos do novo lugar. Estes espaços do quotidiano transformam-se em espaços de de memória e de eventos, numa logica de multifuncionalidade que integra flexibilidade temporal com flexibilidade espacial. A estratégia proposta orientada ao peão fundamenta-se na criação da conexión accesible con Ia zona verde norte y continuidad dos percursos pedonais e ciclaveis desenhados na calle de Sierra Toledana e na promoção de uma permeabilidade directa entre as funções desempenhadas pela nova praça e a atractividade e dinamismo da calle de Puerto Canfranc. O contraste entre a superfície dura da praça sob as grandes copas verdes das arvores traduz-se numa escolha de materiais e elementos que procura a simplicidade, eficiência e durabilidade: betão para esculpir, as cores para distinguir e o verde para naturalizar.

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